Decisão do TJMT amplia debate sobre eleição da Câmara de Cuiabá; Ilde Taques afirma que adversários saem desgastados

Da redação A suspensão da votação do projeto que permitiria a reeleição da presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso...

Decisão do TJMT amplia debate sobre eleição da Câmara de Cuiabá; Ilde Taques afirma que adversários saem desgastados

Da redação

A suspensão da votação do projeto que permitiria a reeleição da presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), intensificou os bastidores da disputa pelo comando do Legislativo municipal. Entre os nomes que buscam a presidência da Casa, o vereador Ilde Taques (Podemos) avalia que a medida judicial trouxe mais prejuízos ao grupo adversário do que à sua própria candidatura.

A liminar, concedida horas antes da sessão em que os vereadores analisariam a proposta de alteração do Regimento Interno, adiou a apreciação do projeto até que o mérito da ação seja julgado. A mudança nas regras é considerada essencial para viabilizar uma nova candidatura de Paula Calil à presidência da Mesa Diretora.

Na avaliação de Ilde Taques, um dos candidatos à presidência da Câmara, o episódio acabou evidenciando divergências dentro do grupo que apoia a atual presidente.

“Acho que o ponto negativo é para a campanha deles, porque tinham feito um acordo com o vereador Dilemário de que, até o dia de hoje, se a presidente Paula não tivesse os votos, ele se tornaria o candidato. E, pelo que observamos, esse acordo não foi cumprido”, afirmou.

Segundo o parlamentar, o compromisso firmado previa que, caso a proposta não reunisse apoio suficiente, o vereador Dilemário Alencar (União Brasil) assumiria a candidatura do grupo na disputa pela Mesa Diretora. Para Ilde, no entanto, as movimentações recentes indicam que a estratégia continua sendo manter Paula Calil como candidata.

“O Dilemário estava seguindo sua candidatura. Ele foi convidado por esse novo grupo para integrar e seria o plano B, a segunda opção. Mas, pelo que a gente observa, com todas as ações e atitudes deles, é continuar com a Paula [candidata]”, declarou.

Ilde também revelou ter conversado com Dilemário após a decisão judicial e afirmou que o colega demonstrou insatisfação com o desdobramento das negociações.

“[Dilemário] está bem chateado, indignado, na verdade. Ele falou para mim que vai continuar com o seu projeto de presidente agora, independentemente deste grupo. Vai tentar chegar lá na frente e ver se vira o presidente”, relatou.

Mesmo com a suspensão da votação, Ilde demonstrou confiança de que a Justiça reconhecerá a autonomia do Legislativo para deliberar sobre mudanças em seu próprio regimento.

“Eu confio na Justiça e sei que eles vão entender que o Parlamento tem que continuar com a sua autonomia. Quem tem que decidir mudar o Regimento Interno aqui na Casa somos nós, vereadores”, concluiu.

A eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá segue movimentando o cenário político da capital. Enquanto o impasse sobre a possibilidade de reeleição da atual presidente permanece sob análise do Judiciário, os candidatos intensificam as articulações em busca do apoio da maioria dos vereadores para comandar o Legislativo no próximo biênio.    

Fonte:rotamt

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