Concurso realizado na Câmara de Colíder e em cidades de três estados entra na rota de investigação do MP

Da redação O concurso público realizado no município de Colíder, no norte de Mato Grosso, passou a integrar a lista de certames analisados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG)...

Concurso realizado na Câmara de Colíder e em cidades de três estados entra na rota de investigação do MP

Da redação

O concurso público realizado no município de Colíder, no norte de Mato Grosso, passou a integrar a lista de certames analisados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) dentro da operação “A Porta É Larga”, que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo concursos e processos seletivos organizados pela empresa CAP Concursos Públicos.

A operação foi deflagrada após denúncias relacionadas ao concurso da Câmara Municipal de Minduri (MG), onde surgiram suspeitas de comercialização de aprovações mediante pagamento. A partir do avanço das investigações, o Ministério Público ampliou o foco para outros concursos promovidos pela mesma banca em diferentes estados brasileiros, incluindo Mato Grosso.

Entre os certames citados nas apurações está o concurso realizado na Câmara de Colíder (MT), que agora será objeto de análise para verificar se o modelo investigado em Minas Gerais também pode ter sido empregado em outras seleções organizadas pela empresa.

Além de Colíder, também foram mencionados concursos realizados em outros municípios de Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo. No entanto, até o momento, o Ministério Público deixou claro que a inclusão desses certames na investigação não significa que tenham sido constatadas irregularidades, mas sim que eles passarão por avaliação para identificar eventual repetição do suposto esquema.

As investigações apontam para possíveis crimes como fraude em concurso público, corrupção passiva, falsidade ideológica e associação criminosa. Durante a operação foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra investigados em Minas Gerais.

Outro ponto que deverá ser analisado pelo Ministério Público diz respeito à participação de servidores da Câmara Municipal de Colíder no concurso público, concorrendo a cargos efetivos. A legislação brasileira não proíbe que servidores comissionados, interinos ou ocupantes de cargos de confiança participem de concursos públicos, desde que sejam observados os princípios da isonomia, que não tenham atuado na organização, elaboração ou fiscalização do certame e que atendam a todos os requisitos previstos no edital. A apuração deverá verificar se essas condições foram devidamente respeitadas, sem que isso represente, por si só, qualquer indício de irregularidade.

Até o momento, não existe qualquer conclusão ou acusação formal envolvendo o concurso realizado em Colíder. O município foi citado apenas porque o certame foi organizado pela mesma empresa que está sob investigação.

A redação do ROTA MT entrou em contato com o presidente da Câmara de Colíder, o vereador Luciano Milani disse que não foi comunicado oficialmente pelo Poder Judiciário, porém, tomou conhecimento do assunto através da imprensa, Luciano Milani explicou ainda que não existe qualquer ilegalidade cometida no concurso da Câmara de Colíder .

O trabalho do Ministério Público busca justamente verificar se houve alguma irregularidade em outros concursos promovidos pela banca ou se os problemas identificados ficaram restritos ao caso investigado em Minas Gerais.

Caso sejam encontrados indícios de irregularidades, novas diligências poderão ser realizadas. Por outro lado, se não houver qualquer elemento que comprove fraude, os concursos citados poderão ser descartados da investigação.

A operação segue em andamento, e o Ministério Público afirma que o objetivo é identificar a extensão do suposto esquema e preservar a lisura dos concursos públicos realizados pela empresa investigada.

Fonte:rotamt

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