A soja e a pecuária bovina respondem juntas por R$ 606,1 bilhões, ou 42% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estimado para o Brasil em 2026. O levantamento de setembro do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) projeta R$ 1,44 trilhão para as principais atividades do campo, com as lavouras concentrando quase dois terços do total.
O número dimensiona o valor da produção na porteira, antes do desconto das despesas. Não representa lucro nem dinheiro recebido apenas em setembro: trata-se de uma estimativa para o ano, atualizada naquele mês com informações sobre produção e preços pagos aos produtores.
A soja lidera o levantamento, com R$ 352,7 bilhões, equivalentes a 24,5% do total nacional. Em seguida aparece a pecuária bovina, com R$ 253,4 bilhões e participação de 17,6%. Na prática, essas duas atividades representam pouco mais de R$ 4 de cada R$ 10 contabilizados pelo indicador.
Entre as lavouras, o milho ocupa a segunda posição, com R$ 162 bilhões. A cana-de-açúcar soma R$ 112,3 bilhões, e o café, R$ 106,5 bilhões. Juntas, essas quatro culturas — soja, milho, cana e café — alcançam R$ 733,5 bilhões, pouco mais da metade do VBP brasileiro.
Na pecuária, depois dos bovinos, destaca-se o frango, com R$ 110 bilhões. O conjunto das atividades pecuárias soma R$ 517,9 bilhões, ou 36% do total. As lavouras respondem por R$ 921,7 bilhões, os outros 64%.
A distribuição regional também mostra concentração. O Centro-Oeste lidera, com R$ 431,2 bilhões, aproximadamente 30% do valor nacional. Mato Grosso responde por R$ 225,2 bilhões, mais da metade do resultado regional e 15,6% do brasileiro.
O Sudeste aparece em seguida, com R$ 367,3 bilhões. Minas Gerais reúne R$ 172,4 bilhões, equivalentes a 12% do total do país. A região Sul ocupa a terceira posição, com R$ 315,7 bilhões. Somadas, as três regiões representam cerca de 77% do valor estimado para a agropecuária brasileira.
O cálculo do Mapa combina a quantidade produzida com os preços recebidos pelos produtores. Por isso, uma colheita maior não garante aumento equivalente no faturamento: se o preço cair, parte do ganho obtido com o volume pode desaparecer. Da mesma forma, uma valorização do produto eleva o indicador mesmo sem expansão da produção.
Dentro da propriedade, há outra conta a fazer. Do valor obtido com a venda ainda saem fertilizantes, sementes, defensivos, alimentação animal, combustível, mão de obra e outras despesas. Juros e compromissos financeiros também pesam no resultado disponível para o produtor.
O VBP ajuda a mostrar o tamanho econômico das atividades e onde esse valor está concentrado. Para avaliar a situação de uma fazenda, porém, precisa ser acompanhado dos custos por hectare ou por animal e da margem que sobra depois da comercialização.
Fonte: Pensar Agro
Fonte:rotamt



